Em um dia atípico onde assisti um bloco da novela "Caminho das Índias" jantando e sentindo a falta de um bom programa -ou via a novela ou o aventureiro Richard msotrando algum "bixo"-, conversando com minha mãe algumas reflexões contra a novela me vieram a cabeça –pra variar eu contra alguma coisa que esteja na moda- em meio a personagens com nomes estranhos, cultura diferente e um velho que fala mais parecido com padre Quevedo do com um Indiano, alguns curiosos detalhes.
Cada viagem da Índia para o Brasil custa em media 6 mil reais, muito para uma família que possui uma “birosquinha” de tecidos e uma loja de perfumes, contando todas as vezes que somente Bahuam já foi e voltou, queria saber o segredo para arranjar tanto dinheiro assim, e ainda poder comprar pra esposa uma jóia enorme de esmeralda, tudo isso sem desmanchar o charmoso lencinho de pescoço.
Ainda que fosse um exímio grande CEO do ramo têxtil, a crise afetaria a sua empresa, caso que não aconteceu, eles continuam felizes e com a mesma roupinha branca de sempre, por outro lado quem acabou se tornando louco foi o Bruno Gagliasso logo após deu casamento na vida não fictícia- mensagens subliminares ou uma falsa imagem da minha mente radical contra novelas ?- ironias do destino a parte, não sabia, sinceramente que ocorria a mesma ‘pulação’ de cerca nas bandas de lá.
Um país onde a renda per capta é de 2.659 dólares, 40 por cento de sua população é analfabeta e com a mortalidade infantil alta e alto IDH consequentemente, mostrar uma realidade utópica é uma ignorância, e quem acredita pode se chamar de ignorante sim.Maquiar a realidade da Índia é de alta irresponsabilidade, pior ainda é ainda ter que assistir a abertura com uma música digna de lavagem cerebral.
Por isso não gosto de novelas, o Rio Ganjis não viu nenhum personagem indo por lavar uma cueca que seja, ou velar um mortinho – alias as crianças que nascem nessa novelinha não foram molhadas pela sagrada e putrefática água do rio- pelo menos uma coerência Beth Gofman fala e trata as vacas como seres sagrados - respeito religioso ou uma queda à zoofilia?-
Espero que no final o autor nos mostre o caminho e esta verdadeira Índia que foge demais da realidade pobre do país, e que mostre também - principalmente para os nativos de lá – onde estão as Julianas Paes de Delhi porque até agora só encontraram uma menina de 12 anos de idade ganhadora de um Oscar em uma favela indiana, que saudade me dá de ver um shopping explodindo, ou um louco querendo fazer um clone, ou até mesmo um retardado que se dá bem com Glória Pires.
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