O que falta mais? Em um mundo onde experiências desagradáveis viram experiências rotineiras tudo de um pouco já aconteceu comigo –sim, aconteceu no passado visto que estou morto- desde pseudo-seqüestros até um pré-esquartejamento na saída de uma pseudo-festa no pseudo-bairro do Bengui, tudo acaba virando fatos verdadeiros que na verdade não são fatos – filosófico, mas explicável, como tudo que diz o octogenário Benedito Nunes-.
O fato da confusão ou por coincidência ou provocado simplesmente, ocorre mesmo, mas o mesmo não é verídico logo é um falso verdadeiro que até que seja completamente desvendado engana de forma trágica muita gente.
Uma ligação no meio da tarde de um domingo me chamou a atenção, um amigo liga e pergunta se esta tudo bem logo depois exclama - Mataram um homônimo teu!- é estranho pensar que na mente de alguém por pelo menos cinco minutos eu estava morto, enquanto apenas estava em casa dormindo ou vendo alguém programa ridículo dominical de “grande audiência”- entre donas de casa e depressivos-
Em forma de ligação vêm também os seqüestros de filhas, filhos, pais avós cachorrinhos de madame e afins –o desespero de muitos leva a cair na sábia lábia de nossos artistas brasileiros, colegas do palco do dia-dia- que por muito, ou pouco pedem o resgate, mas tudo isso amparado por uma tecnologia que nós mesmos temos em celulares cada vez mais “personificavelmente” únicos e independentes.
Já morri, fui assaltado, seqüestrado e por milhares de vezes confundido na rua com pessoas infelizes que aparentam comigo. Desde uma ligação procurando tal “tio Nelson” até uma senhora simpática prometendo rastrear uma ligação- o único ponto positivo foi ter interrompido o BBB- enquanto um acidente medíocre envolvendo um carro de quem pode com um de quem tem fome –literalmente pois era um carrinho de picolé)- ocorria, e perdia valor diante das interessantes ligações.
Falam as más línguas que já há um Call-Center para este tipo de serviço troteiro/extorcionista , visto que são tantas ligações em todo país, franchising nacional é o negocio da moda em tempos de crise “modistas-internacionais” e que de tudo levam a culpa.
Nas linhas e nas entrelinhas telefônicas e metafóricas fica uma verdade, telefone dá dinheiro, tira vidas e seqüestra pessoas - Abaixo o telefone! Prendam este vagabundo que nada tem o que fazer e é mais mal educado que um vizinho com música de corno as 06:30 da manhã!- o telefone é o culpado, já que nós, humanos já perdemos há muito os reais sentidos.
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